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terça-feira, 16 de julho de 2013

Carta do Perdão


    Alma boa, onde estiveres,
    Tranqüiliza quem te escuta,
    Seja na dor ou na luta
    Da prova que envolva alguém...
    Construindo entendimento,
    Eis que a vida te deseja
    A palavra benfazeja
    Na garantia do bem.

    Recorda: às vezes, o incêndio
    Que se amplia, cresce e arrasa
    É uma faísca de casa,
    Mantida em desatenção;
    Vemos também grandes males,
    Surgindo de bagatela
    Que a sombra desenovela
    Num pingo de irritação.

    Fita os Céus... De estrela a estrela,
    O Universo brilha e avança
    Com garbos de segurança
    Que não se sabe explicar;
    É Deus que nos lembra à vida,
    Desde os Paramos Supremos,
    O dever que todos temos
    De servir e edificar.

    Onde estiveres, atende
    Ao nosso claro programa:
    Desculpa, trabalha e ama
    Em qualquer senda a transpor;
    Onde a discórdia apareça,
    Aí é que Deus te eleva
    Por luz que dissipe a treva
    Na benção do Eterno Amor.

Da Animalidade à Angelitude

Os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Constituem o mundo dos Espíritos, que preexiste e sobrevive a tudo. 
Os Espíritos são criados simples e ignorantes. Evoluem, intelectual e moralmente, passando de umaordem inferior para outra mais elevada, até a perfeição, onde gozam de inalterável felicidade.
As pessoas que têm animais domésticos surpreendem-se com seu comportamento
Em algumas iniciativas parecem dotados de discernimento, particularmente o cão, o que melhor se relaciona com o Homem. São incontáveis as histórias sobre sua vivacidade.
No entanto, as religiões tradicionais situam os irracionais por simples máquinas comandadas por programações biológicas – os instintos. 
Não seriam, portanto, imortais.
Em círculos religiosos obscurantistas, na Idade Média, acreditava-se que as crianças com sérias limitações mentais não possuíam alma. Daí se aproximarem do comportamento instintivo dos irracionais.
Ainda hoje, superada essa aberração, a questão constitui sério problema para a teologia ortodoxa, envolvendo a situação dos excepcionais após a morte.
Não podem ir para suposto inferno. Sem condições para exercitar o livre-arbítrio, não assumem responsabilidade por suas ações.
Mas, pela mesma razão, também não fazem por merecer o Céu. 
Por outro lado, há as crianças que morrem ao nascer.
Para onde vão suas almas, se não tiveram tempo para opções condenáveis ou louváveis? 
A solução encontrada por teólogos medievais não satisfaz à lógica
As almas das crianças, bem como dos excepcionais, iriam parar no limbo, região intermediária isenta dos tormentos infernais, mas sem a plenitude das venturas celestiais. 
Certamente não estariam satisfeitas. Haveriam de reclamar pelo fato de Deus não lhes ter oferecido a possibilidade de conquistar as etéreas paragens.
Assim como os animais seriam seres à parte, na Criação, outros haveria, seres especiais, denominados anjos, superiores em inteligência, cuja principal função seria a de atuar como intermediários entre Deus e os homens.
Cada ser humano teria o seu, designado pelo Criador para protegê-lo.
Poderíamos perguntar, como o fariam os animais se falassem:
– Por que Deus não me fez anjo? Por que a existência desses seres privilegiados, situados em patamar superior à Humanidade, não por méritopessoais, mas por escolha divina?
É como um pai que, por vontade própria, gerasse filhos irracionais, ou débeis mentais, ou precariamente racionais, ou inteligências geniais, conforme lhe desse na veneta. 
Os anjos, embora superiores aos seres humanos, nem sempre foram virtuosos e obedientes. Muitos se rebelaram. Ao invés de ajudar os homens em nome de Deus, passaram a persegui-los em nome de suas ambições, procurando arrastá-los ao mal na Terra, para aprisionar e torturar suas almas no Além. 
diabo seria esse anjo rebelde.
Essas idéias são questionadas na atualidade, quando o homem vai atingindo sua maturidade intelectual, tornando-se mais exigente quanto aos princípios religiosos, esperando que sejam, sobretudo, racionais, que atendam à lógica.
Ideal seria uma teoria mais abrangente, uma idéia que permitisse explicar melhor a vida, os seres vivos e os propósitos de Deus, atendendo aos imperativos da Justiça.
É exatamente essa a proposta da Doutrina Espírita a partir de informações colhidas da Espiritualidade, sem especulações teológicas.
Segundo o Espiritismo, todos os seres vivos têm um princípio espiritual em evolução.
Poderíamos situá-lo como a “alma” dos irracionais.
Submetido à experiência reencarnatória, com breves estágios na Espiritualidade, obedece à sintonia vibratória que o liga a determinada espécie.
Desenvolvendo-se, habilita-se a encarnação em espécies superiores, como quem sobe os degraus de uma escada.
princípio espiritual chegará um dia à complexidade necessária para conquistar a capacidade de pensar
Será, então, um Espírito, um ser pensante.
Uma senhora, ouvindo a respeito do assunto, suspirou:
– Ah! Agora está explicado por que meu marido parece um gorila mal educado. É o próprio!
E ele:
– Agora sei por que minha mulher comporta-se como uma jararaca! Venenosa como ela só!
Ambos estão equivocados, caro leitor.
A transição entre o princípio espiritual e o Espírito ocorre em outros planos do Infinito, demandando largo tempo.
Entre o irracional e o homem, há longos caminhos a percorrer, fora da Terra.
A idéia de que os animais têm um princípio espiritual que evolui, explica por que alguns demonstram lampejos de inteligência
Estão mais perto dela. Já a possuem, de forma rudimentar.
Pode parecer estranho, mas é perfeitamente lógico.
Segundo Darwin, o corpo que usamos levou bilhões de anos para ser preparado por Deus, na oficina da Natureza.
Ora, por que o Espírito, a personalidade imortal, que é incomensuravelmente mais complexo, deveria ser criado num passe de mágica por Deus, dotado da capacidade de pensar e de decidir seu destino?
Como não fomos criados todos ao mesmo tempo, já que Deus o faz incessantemente, é natural que encontremos Espíritos encarnados e desencarnados, menos evoluídos, mais evoluídos ou no estágio deevolução em que nos encontramos.
A todo momento, no contato com as pessoas, constatamos essa realidade. Não somos iguais, como diferentes são uma criança de cinco anos e um ancião de oitenta.
Os Espíritos mais evoluídos moral e intelectualmente tornam-se intermediários de Deus para ajudar seus irmãos menos experientes. 
Daí a existência dos anjoprotetores. 
Não são seres privilegiados. Apenas irmãos nossos mais vividos, mais esclarecidos e conscientes, a cumprir os programas de Deus.
Como a evolução dos Espíritos está subordinada às suas iniciativas, pode ocorrer que avancem intelectualmente e se atrasem moralmente. Não raro, seguindo por caminhos de rebeldia, pretendem impor a desordem na Terra e o domínio sobre aqueles que se rendem à sua influência.
diabo nada mais é que a representação desses Espíritos.
Situação transitória, porque Deus nos criou para a perfeição e lá chegaremos quer queiramos ou não, porque essa é a sua vontade.
demônio de hoje será o anjo de amanhã, quando a vida lhe impuser penosas experiências de reajuste, reconduzindo-o aos roteiros do Bem.
Da irracionalidade à angelitude há longa jornada.
A Doutrina Espírita nos diz que poderemos caminhar mais depressa, com mais segurança, com menos sofrimento, com menos problemas.
Sobretudo, podemos caminhar felizes e confiantes.
Como?
É simples.
Basta que nos disponhamos a desenvolver o conhecimento das Leis Divinas, com o estudo, e a sensibilizar o coração, com a prática do Bem.

Morte de Crianças

desencarne na infância, mesmo em circunstâncias trágicas, é bem mais tranqüilo, porquanto nessa fase o Espírito permanece em estado de dormência e desperta lentamente para a existênciaterrestre. Somente a partir da adolescência é que entrará na plena posse de suas faculdades.

Alheio às contingências humanas ele se exime de envolvimento com vícios e paixões que tanto comprometem a experiência física e dificultam um retorno equilibrado à Vida Espiritual.

O problema maior é a teia de retenção, formada com intensidade, porquanto a morte de uma criança provoca grande comoção, até mesmo em pessoas não ligadas a ela diretamente. Símbolo da pureza e da inocência,alegria do presente e promessa para o futuro, o pequeno ser resume as esperanças dos adultos que se recusam a encarar a perspectiva de uma separação.

Em favor do desencarnante é preciso imitar atitudes como a de Amaro, personagem do livro "Entre a Terra e o Céu", do espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, diante do filho de um ano, desenganado pelo médico, a avizinhar-se da morte. Na madrugada, enquanto outros familiares dormem, ele permanece emvigília, meditando. Descreve o autor:

"A aurora começava a refletir-se no firmamento em largas riscas rubras, quando o ferroviário abandonou a meditação, aproximando-se do filhinho quase morto.

"Num gesto comovente de , retirou da parede velho crucifixo de madeira e colocou-o à cabeceira do agonizante. Em seguida, sentou-se no leito e acomodou o menino ao colo com especial ternura. Amparadoespiritualmente por Odila*, que o enlaçava, demorou a olhar sobre a imagem do Cristo Crucificado e orou em voz em alta voz:

"Divino Jesus, compadece-te de nossas fraquezas!... Tenho meu espírito frágil para lidar com a morte! Dá-nosforça e compreensão... Nossos filhos te pertencem, mas como nos dói restituí-los, quando a tua vontade no-los reclama de volta!...

"O pranto embargava-lhe a voz, mas o pai sofredor, demonstrando a sua imperiosa necessidade de oração, prosseguiu:

"- Se é de teu desígnio que o nosso filhinho parta, Senhor, recebe-o em teus braços de amor e luz! Concede-nos, porém, a mente, a nossa cruz de saudade e dor!... Dá-nos resignação, , esperança!... Auxilia-nos a entender-te os propósitos e que a tua vontade se cumpra hoje e sempre!...

"Jactos de safirina claridade escapavam-lhe do peito, envolvendo a criança, que, pouco a pouco, adormeceu.

"Júlio afastou-se do corpo de carne, abrigando-se nos braços de Odila, à maneira de um órfão que busca tépido ninho de carícias."

atitude fervorosa de Amaro, sua profunda confiança em Jesus, sustenta-lhe o equilíbrio e favorece o retorno de Júlio, o filho muito amado, à pátria espiritual, conforme estava previsto.


* Amaro é casado em segundas núpcias. Odila é a primeira esposa, desencarnada.

Divaldo Franco demonstrando aplicação do Passe

terça-feira, 9 de julho de 2013

Objeções e contradições - Cap. IX - O Grande Enigma - Léon Denis

"...A alma, o pensamento, o bem a beleza moral são igualmente invisíveis. E, todavia, não devemos amá-los?
e amá-los, não é ainda amar a Deus, que deles é a fonte, já que ele é, ao mesmo tempo, o pensamento supremo, a beleza perfeita, o bem absoluto!
Nós não compreendemos, em sua essência, nenhum desses princípios. Entretanto, sabemos que eles existem, e que não podemos escapar de sua influência, e nos dispensar de lhes prestar um culto. Se amarmos apenas o que conhecemos e compreendemos com plenitude, o que amaríamos, limitados como somos atualmente, às fronteiras estreitas de nossa compreensão terrestre!
Àqueles  que reclamam absolutamente uma definição, poderíamos dizer que Deus é o espírito puro a ideia o pensamento puro. Mas a ideia pura, na sua essência, não pode ser formulada sem por isso ser logo diminuída, alterada. Toda fórmula é uma prisão. Encerrado no cárcere da palavra, o pensamento perde sua irradiação, seu brilho, quando não perde seu sentido verdadeiro e extenso.Empobrecido,deformado,ele se torna,assim,sujeito à crítica e vê dissipar-se o que havia de mais convincente em si mesmo.
na vida do Espaço, o pensamento é uma imagem brilhante. Comparado ao nosso pensamento expresso, através de palavras humanas, ele é o que seria uma jovem cheia de vida e beleza, comparada à mesma jovem deitada num caixão, sob as formas rígidas e geladas da morte..."

pelo Espírito João Cleofas - Do livro: Intercâmbio Mediúnico, Médium: Divaldo Franco.pelo Espírito João Cleofas - Do livro: Intercâmbio Mediúnico, Médium: Divaldo Franco.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

As Leis Universais -

"...Deus nos fala através de todas as vozes do infinito. Ele nos fala, não numa Biblia escrita há seculos, porém numa bíblia que se escreve todos os dias, com esses caracteres majestosos que se chamam o oceano, os mares, as montanhas e os astros do céu ; através de todas as harmonias suaves e graves que sobem do seio da terra ou descem dos espaços etéreos. Ele nos fala ainda no santuário de nosso ser, nas horas de silêncio e meditação.Quando os ruídos, discordantes da vida  material se calam, então, a voz interior, a grande voz desperta, se faz ouvir. Essa voz sai das profundezas  da consciência e nos fala de dever, de progresso, de ascenssão. Há em nós um refúgio íntimo, como uma fonte profunda de onde podem jorrar ondas de vida, de amor, de virtude, de luz. Aí se manifesta esse reflexo esse gérmen divino, escondido em toda alma humana.
É por isso que a alma humana é o mais belo testemunho que se eleva em favor da existência de Deus..."



Trexo retirado do livro: O GRANDE ENIGMA - CAP. VI - A LEIS UNIVERSAIS  - LÉON DENIS